quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2016...e agora?!

A passagem de ano é sempre aquele ritual em que vestimos o azul cueca da sorte, engolimos passas como se não houvesse amanhã, subimos e descemos cadeiras...tudo em prol de todos aqueles desejos que inundam as nossas esperanças. Amor, dinheiro, saúde, trabalho, sucesso, sorte, segredo da eterna juventude, bilhetes para ir ver a Adele...whatever!
E depois aguardamos pacientemente que tudo aconteça...durante 365 dias! E depois disto, lá estamos nós novamente a engolir passas, com a linda cueca azul, a subir e descer escadas...e a desejar tudo outra vez!

A todos aqueles que me acompanham, tenho a dizer-vos que não vos vou desejar a ponta de um chavelho! Peguem nos vossos desejos e transformem-nos em objetivos. Escrevam-nos em letras bem grandes na vossa mente e tenham-nos à vossa frente todos os dias. Mexam o rabo e procurem-nos, trabalhem para os alcançar.
Todos os dias.
No final do ano, registem o que viveram, comemorem o sucesso atingido e criem novos objetivos. Serão certamente histórias fantásticas a guardar no livro da vossa vida.

E este ano temos 1 dia de bónus. Façam por valer a pena!

Ready?!
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Hoje festejamos 1 aninho!!!

Pois é... faz hoje 1 ano que eu falava pela primeira vez para um grupo enorme de leitores (eu, basicamente), em que me assumia como uma indisciplinada e com poucas expetativas que o blog ainda existisse passado um ano.

A verdade é que existe e o meu grupo de leitores aumentou consideravelmente: para além da minha pessoa, também costumam cá vir alguns familiares (até pensei que viessem mais, mas os laços de sangue não chegam para tamanho sacrifício) e amigos (poucos, mas leais). Enfim, acho que já somos cerca de meia dúzia de leitores assíduos... Ah, pois é! Embrulha!!!

Agora, um pouco mais a sério... Faz hoje um ano que assumi este compromisso, sem me comprometer. Partilhar sempre que possível um pouco de mim apenas porque sim, porque gosto, porque me sinto bem. Uma espécie de terapia, diriam certamente os especialistas.

Quando pensei em escrever este post, imaginei-me logo a lamentar a minha ausência nos últimos tempos. É um facto que setembro trouxe-me novos desafios, bons desafios, e estes decidiram tomar conta de mim sem misericórdia. E quando há tempo livre apetece fazer tudo (90% deste tudo = dormir), excepto ficar agarrada ao blog à procura de ideias interessantes e a construir textos alucinantes. Até porque seriam tudo menos interessantes ou alucinantes... quando eu falo num compromisso sem compromisso é isto mesmo: escrever e partilhar por gosto, por paixão. E eu só jogo com esta regra.

Não é uma boa estratégia para conquistar leitores?! Eu sei...mas, por incrível que pareça, para além da meia dúzia que referi há pouco, este ano de blog também me trouxe o carinho e o apreço de muitos leitores desconhecidos, o que foi uma experiência bastante interessante. Aqui, no Facebook, no Instagram, no Twitter, no Pinterest...

Para o pessoal dos números, aqui estão as estatísticas:
  • 7686 visitas ao blog (uma média de cerca de 21 visitas por dia...nem eu vou a casa tantas vezes);
  • 159 publicações (uma média de 0,44 por dia...ok, podia ter sido melhor, mas se contarmos por palavra, temos uma média elevada por dia...);
  • 153 Seguidores no blog (importa perceber que nem toda a gente tem registo Google...);
  • 590 Likes na página do Facebook (cerca de 1 pessoa e meia por dia...o mundo, inteiro ou em metades, está todo aqui);
  • 511 Seguidores no Instagram (cerca de 1 pessoa e quase meia por dia...aqui as pessoas estão cortadas em partes mais pequenas).
Apesar de eu andar armada em ranhosa com pulgas nos últimos tempos, isto até foi uma grande jornada, é só o que vos digo!

Aliás, digo-vos mais: OBRIGADA! Pelo apoio, pelo carinho, pela partilha. Aos conhecidos e aos desconhecidos, que gostam de andar por aqui perdidos tanto quanto eu...

Em retribuição, dois objetivos: comemorar o 2º ano do blog... e tentar ser mais disciplinada!
(eu disse "tentar"...)

Já agora...e críticas, sugestões, ideias estapafúrdias que gostassem de ver por aqui...existem?! Está aberto o brainstorming!!!

B-Day @Candyland
Post sem contrapartida publicitária, suportado apenas pela minha real gana. Quer dizer, podemos considerar autopublicidade da mais descaradona que há! :D

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal?!

E se...o Natal chegasse todos os dias?!

A todos aqueles que fazem parte da minha jornada, próximos ou mais distantes, não posso desejar um Bom Natal. Penso que já são todos bem crescidinhos para tratar disso sem a ajuda dos astros.

A todos vós desejo-vos o mesmo que desejo para mim: a inteligência e humanidade para fazer de cada dia do ano um dia de Natal. Porque neste campo, meus caros, ainda precisamos todos de muita ajuda dos astros...

Peace

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

TOP 12.15 @Candyland

Já cá faltava a banda sonora do mês...obviamente, dedicada a esta quadra tão especial! E como este mês, para mim, não é só feito de Natal, excecionalmente, esta playlist tem 13 temas! Só para dar um efeito de cueca azul e 12 passas.

A começar e a terminar com um miminho da Disney, muito muito especial. Porque este ano, pela primeira vez em 24 anos, a minha Anna não vai estar por cá...



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sábado, 12 de dezembro de 2015

35 anos depois...

...posso concluir que há duas grandes fases na vida: aquela em que queremos muito fazer 18 anos e aquela em que queremos muito voltar a ter 18 anos.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mais do que nada

Continuo às cabeçadas com este mês que não me sabe nada a Dezembro. E para acentuar a confusão, eis que ontem chega uma grande (e muito esperada) prenda.
Com tantos dias festivos neste mês, ontem foi um dia que mereceu tchim tchim. Sem nenhuma data para assinalar, apenas dia 7, um dia como tantos outros.
Mas foi um dia que trouxe um "mais", como diria o Chapeleiro Louco...
"Tome mais um pouco de chá", a Lebre de Março disse a Alice, de maneira muito sincera.

"Como ainda não tomei nenhum", Alice respondeu num tom ofendido, "não posso tomar mais."
"Você quer dizer que não pode tomar menos", disse o Chapeleiro, "é muito fácil tomar mais do que nada." 
- Alice no País das Maravilhas
"Still dreaming" by Anka Zhuravleva @Candyland
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domingo, 29 de novembro de 2015

E de repente...

...o tempo voou.

Parece que o Natal já está de regresso, como se ainda ontem tivesse ido embora.

E é aqui que percebemos o quanto a vida nos ofereceu e nos ocupou para nem darmos conta do tempo.

E percebemos que havia tanto por fazer que não passou disso mesmo...

Esta é a minha season, o meu mês. A felicidade espera-me sempre no Natal. Ainda que este ano traga uma pequena tristeza no coração.

domingo, 22 de novembro de 2015

TOP 11.15 @Candyland

Já com um avançado novembro, a música que pinta este outono.

Em tempo de guerra, limpemos armas...
We're all traveling through time together  
Every day of our lives. 


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sábado, 21 de novembro de 2015

Pérolas do meu rosário #10

Sexta-feira, 20/11/2015, 7h40.
Primeira aula do dia.
'Stora, a ONU declarou oficialmente a 3ª Guerra Mundial contra o Estado Islâmico...viu ontem nas notícias?!
Durante uns míseros segundos, a minha mente (ainda a chorar por cafeína) foi assolada por várias questões antes de poder reagir:
...Uma guerra contra quem?! Mas o Estado Islâmico é um país...desde quando??? 
...Realmente não tenho tido tempo para acompanhar as notícias e ontem foi mais um desses dias (vergonha, eu sei)... mas será que isto é mesmo verdade?! 
...Onde é que raio viram esta notícia?!
A última questão já saiu em voz alta.
Na Net, 'stora! 
 Aahhh! A Net! Esse lugar cheio de verdade e rigor...a Bíblia dos tempos modernos!
...E na SIC Notícias, 'stora!
Aqui, sim, conseguiram a minha atenção! Na SIC Notícias?! Não é que goste muito do canal...mas não queria acreditar que faltasse o rigor jornalístico a quem se assume como profissional na área...

Várias vozes já se levantavam a "confirmar" a notícia: que viram, que ouviram, que era mesmo verdade, que já se contavam cinco países, que já cumpríamos os requisitos para declarar guerra mundial...
Com a sala a "panicar", eu só pensava no ridículo que era utilizar o termo "requisitos" para declarar uma guerra mundial por parte de uma organização que nasce das cinzas da 2ª Guerra Mundial... [Penso: se eliminássemos algumas palavras do nosso vocabulário, talvez conseguiríamos evitar muitos problemas.]
Ok. Então, assumindo que possa ser verdade, vamos começar por confirmar no site da ONU...
Acedi e... nada. Aliás, a notícia em destaque referia mesmo um cessar-fogo: "Syria: UN envoy cites possibility of ceasefire, future political framework to end conflict". Logo aqui dava para desconfiar...não?!

Seguiram-se algumas publicações nacionais: Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Público... nada. Até o Correio da Manhã (tal não era o desespero...): nada. SIC Notícias: nada (ufa!).

Rapidamente se dissipou o alvoroço: a ideia de uma 3ª Guerra Mundial foi afastada em breves minutos.

Esta poderia ser apenas mais uma pérola daquelas que gosto aqui de partilhar, se não tivesse ficado a pensar neste breve, mas significativo espetáculo. Mais: se não tivesse ficado preocupada com o aparato que circulava para além desta sala de aula.

O terrorismo entra pelas portas que lhe são oferecidas e a comunicação é a maior delas todas. Hoje deixou-se de pensar, deixou-se de refletir sobre o mundo à nossa volta.
Teremos já todas as respostas que precisamos?
Absorvemos tudo o que nos é dado, sem analisar, sem questionar, sem pensar. Somos meras máquinas replicadoras.
Haverá melhor canal de comunicação do que este para quem quer difundir uma ideia...ou simplesmente o terror?
O tão falado combate ao terrorismo começa aqui: na comunicação.
Cabe a cada um de nós travar este descarrilar de informação, cabe a cada um de nós soltar as amarras que nos prendem a meios de comunicação que conduzem todos os dias, a toda a hora, um mundo inteiro na direção que bem entendem.
E nós não questionamos, confiamos cegamente, que nem marionetas num espetáculo de crianças. Pior: levamos tudo com o ânimo de uma criança, imune às atrocidades deste mundo. Porque atrás de um écrã podemos ser tudo: heróis, vilãos, bons samaritanos, assassinos. Independentemente do papel que decidirmos representar, a essência é apenas uma: ignorantes.
Teremos já todas as respostas que precisamos? 
Não. 
Apenas deixámos de fazer perguntas.
Passive, 2013 by Joey Klarenbeek @Candyland 

domingo, 15 de novembro de 2015

13/11, Paris, Mundo

Mais do que lamentar os atentados de Paris, num efeito dominó de redes sociais, importa lamentar a humanidade. 
Lamentar todos aqueles a quem oferecemos o poder de manipulação. Lamentar todos aqueles que o oferecem todos os dias.

E quando todos acordarmos para o que é de facto a nossa vivência neste mundo, neste planeta que nos vai permitindo viver por aqui, talvez consigamos fazer melhor.

Think.
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sábado, 7 de novembro de 2015

Uma ausência...

...por uma boa causa.

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sábado, 5 de setembro de 2015

TOP 09.15 @Candyland

Na moda, tudo aponta para uma recriação dos anos 70 nas tendências da nova estação. Por isso, há que abanar o capacete a condizer! Foi uma década cheia, por isso escolher dez músicas é quase um crime...

Porque é um dos meus meses preferidos, porque os 70's são sinónimo de Disco... vai já esta para abrir!
Ba de ya - say do you remember 
Ba de ya - dancing in September 
Ba de ya - never was a cloudy day
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"humanidade" escreve-se com maiúscula ou minúscula?!

Quando nascemos, nascemos no planeta Terra, antes de mais. Depois, resta-nos a sorte de nascer num território onde reine a paz. Quando isso não acontece, deveríamos ter a liberdade de procurar essa paz e essa segurança noutro lugar. Sem imposição de fronteiras, sem muros. Sem morrer frente a estes.
"Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem..."
Assim foi escrito logo no preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos como um dos motivos que impulsionou este documento, depois de uma segunda guerra mundial que nos pesa a todos. Um compromisso assumido e, por muitos, esquecido. A mais alta inspiração de alguns homens, talvez.

Assistimos todos os dias a imagens dramáticas que nos vão chegando dos refugiados das zonas bélicas. Assistimos passivamente, partilhamos confortavelmente. Criticamos com base no preconceito e naquilo a que chamo de "filosofias de pequenez humana":
- Os outros países fecharam as portas e nós é que temos de levar com eles?!  
- Aqui há uns anos disseram ou fizeram isto...e agora querem a nossa ajuda? 
- Tanta gente a precisar de ajuda aqui e para eles há logo!...
Argumentamos e passamos ao lado, comodamente aliviados em razões irracionais. Porque vivemos em paz (até quando?), porque eles não nos são nada (onde é que começa o sentimento de pertença?), porque quem criou o problema é que tem obrigação de solucionar (onde é que começa e acaba a responsabilidade?).

Alguém que trate do problema é o segundo maior problema da humanidade. O primeiro é permitir que o problema exista.

Não vou colocar aqui nenhuma das imagens que têm chocado o mundo e têm feito girar as redes sociais em profundas lamentações. Eu própria já partilhei algumas dessas imagens como forma de encarar a realidade, mas agora é altura de agir. E agora já é tarde para muitos...

Deixo-vos aqui algumas maneiras de ajudar os que precisam. Toda a informação útil é digna de partilha. Todos nós temos obrigação de colocar a maiúscula no sítio certo.
[por esta altura, o link que coloquei na Declaração passou despercebido para muitos; alguns já clicaram no link, olharam para a Declaração e saíram; outros, leram as primeiras linhas e mudaram para uma qualquer rede social; desafio-vos a perder alguns minutos a conhecer/relembrar este documento]
Photo: Pinterest
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domingo, 30 de agosto de 2015

Feliz Ano Novo!

Pensavam vocês que isto tinha ficado ao abandono?! Que eu tinha fugido com os milhões de lucro?! Nahhh...
Um sprint final no trabalho, com algumas propostas (das boas), as férias de verão e o merecido descanso, para além de algum desnorteamento quanto ao rumo a dar ao blog, propiciaram uma ausência temporária por aqui.
Hoje é o último dia de férias. Para mim, é aquele momento carregado de expetativas e desejos que muitos sentem no último dia do ano. Este é o meu último dia do ano e, a partir de amanhã, preparo-me para abraçar novos desafios. É hora de estabelecer metas, objetivos exequíveis e confiar na criatividade. Que esta nunca falte. Nem a energia ou o empenho. Muito menos a paixão.
Resta aproveitar os últimos raios de sol para carregar baterias, por isso partilho convosco este restinho de verão.
O melhor de mim. A melhor parte do dia.

Photo @Praia dos Salgados
Photo @Praia dos Salgados

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Pérolas do meu rosário #9

Hoje uma certa rede social lembrou-me da existência de um texto que publiquei há exatamente três anos atrás. Uma espécie de epifania sarcástica em desespero por causa da fantástica plataforma onde se gere a vida dos professores em Portugal.
Foi um Agosto passado em ânsias, sempre em frente ao écrã à espera de novidades. Um Agosto como muitos outros anteriores. Foi também o último Agosto passado na incerteza, até hoje.
O texto já tem três anos, mas infelizmente continua a ter a sua pertinência. Milhares de professores continuam a ter um Agosto negro, com o coração nas mãos e os olhos no écrã. E hoje o caos e a revolta voltaram a inundar a vida de muitos...

"As Aventuras do SIGRHE
Parte I

(Entre as 11h e 12h, no centro de operações do SIGRHE)

MASTERCIBER: Sinto-me entediado... Minuto a minuto a colocar ofertas para aqueles seres desprezíveis que abundam por todos os cantos... Se ao menos conseguíssemos anular aquele poder irritante de mudar o mundo, não teríamos que nos preocupar mais com eles!
MINICIBER: Que mais podemos fazer, senhor?!
MASTERCIBER: Já eliminámos o filtro das zonas pedagógicas para eles andarem horas a ver oferta a oferta?
MINICIBER (após refletir durante alguns segundos): Já...
MASTERCIBER (ar pensativo e sinistro): Estamos a introduzir as ofertas de forma aleatória para eles terem de andar à procura de cada uma entre as já inseridas?
MINICIBER (com algum receio): ...estamos...
MASTERCIBER (dá um murro na mesa, furioso, e levanta-se): Temos de ter mais alguma ideia... Nada me diverte mais do que a fúria docente! E, neste momento, não me sinto divertido... Dia 31 ainda vem longe!
MINICIBER (falando sozinho): Podíamos sempre mudar-lhes a graduação...
MASTERCIBER (volta-se, de repente, interessado): Que disseste?!
MINICIBER (assustado): Estava só a teorizar... Mudar-lhes a graduação... por exemplo, nas ofertas a que já concorreram...?
MASTERCIBER (entusiasmado): Brilhante, MiniCiber!!! (com ar e gestos meticulosos) Vamos infiltrar-nos nas ofertas a que já concorreram com habilitação própria e retirar-lhes o tempo de serviço após profissionalização! E aqueles que tentarem concorrer com habilitação própria não poderão introduzir esse tempo de serviço... nem que sejam 20 mil dias de serviço!!! (faz uma pausa, preocupado, e sussura) Não existe nenhum nessa situação, pois não?!...
MINICIBER: Neste momento, não, senhor! Havia um docente que perfazia 19 990 dias este ano, mas faleceu ontem. Foi pena... Julgo que no próximo ano já iria conseguir entrar finalmente num quadro de escola...
MASTERCIBER (desinteressado): Cala-te! Isso agora não interessa! Vamos avançar... Começa a introduzir as alterações MiniCiber!
MINICIBER (dirige-se para a plataforma): Para já, senhor!
MASTERCIBER (recosta-se na sua cadeira, satisfeito): Agora é só esperar e desfrutar do caos... Quando eles virem que o tempo de serviço já era... (música de fundo sinistra) Ahahahahahahah!!!"

-Texto publicado a 28 de Agosto de 2012

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O grande B-Day!

Amor incondicional, imensurável e sem data de validade.
Este é o meu, que hoje comemora mais um verão.
Parabéns, Patuskina!

PS: Pela primeira vez, não quis tema para a festa. Parece que longe vão os tempos das princesas da Disney ou da Hannah Montana... Não sei se fico aliviada ou preocupada...

Photo in +Hotel Vila Galé Clube de Campo 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

TOP 08.15 @Candyland

A última de Verão para os grandes dias de praia!

Bom descanso e boas férias!
:)






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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Conto(-te) #3

- Mamã, queres brincar comigo?
Entre limpezas e cozinhados, lá ouvia de vez em quando a pergunta. Ocupada nos múltiplos afazeres domésticos, tinha sempre quem me substituísse na tarefa de "brincar", ocupação usurpadora de tempo e para a qual não tinha qualquer jeito. Naquele dia, porém, não havia escapatória: estava sozinha e sem qualquer desculpa. Ainda tentei sugerir um programa de televisão: em vão.
- Mamã, brinca lá comigo!
Só um bocadinho... Em pouco tempo, estava a tomar chá com um rato voador, um cavalo marinho e uma princesa. Fui informada que era a sereia do grande oceano e, juntamente com os meus novos amigos, salvava o mundo de todos os males. Durante o chá (e os biscoitos, que a minha visão imaginária teve dificuldade em ver de imediato), ficámos a conhecer os novos perigos (pelos vistos, já era hábito o pombo mensageiro trazer as notícias) e combinámos as estratégias de salvação. Tudo muito simples: encontrar o inimigo, mostrar-lhe que estava a fazer o mal e éramos todos felizes para sempre. Um sempre que durava até à próxima aventura. A tarde passou: viajámos, lutámos, vencemos, fizemos muitos amigos e tomámos muitos chás. Lembro-me de ter voltado, nessa mesma noite, ao mundo do faz-de-conta, onde tudo era possível e onde o tempo não existia.

- Não quer lanchar?
Olhei-a: uma jovem mulher, a cara não me era totalmente estranha, talvez uma das que ali trabalhavam. Não me interessou: voltei a observar pela janela o jardim, sempre o mesmo jardim, as mesmas árvores, os mesmos bancos vazios.
- Mãe, lembra-se de mim?
Olhei-a novamente: a jovem parecia triste, pelos vistos procurava a mãe. Segurei-lhe a mão e tentei confortá-la, que iria encontrá-la. A tristeza inundou-lhe o rosto e foi conversar com o homem de bata branca junto à porta. Voltei ao jardim: sempre igual, as mesmas árvores, os mesmos bancos vazios.
- Mãe, não quer tomar um chá comigo?
O jardim: surgiu repentinamente um grande lago, de onde saltou um cavalo marinho, e pareceu-me ver um rato voador pousar num dos bancos. Olhei-a: a minha filha estava enorme, uma mulher. Pedi-lhe uma chávena de chá: sem querer, quase se sentava em cima dos biscoitos, não reparou. Em breve, estávamos acompanhadas dos nossos amigos, lembrávamos as nossas aventuras, éramos todos felizes para sempre. Um sempre que durava até o jardim ficar igual, com as mesmas árvores, os mesmos bancos vazios.

Photo: Pinterest
(Texto escrito algures em 2012)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

De regresso...

...à escrita.

Não, não desisti deste meu espacinho virtual... foi apenas uma ausência quase forçada. A razão é simples: sprint final no trabalho, os costumeiros eventos sociais e o mundo virado do avesso. O "quase" deve-se ao meu lado indisciplinado...

Agora a sair dos escombros, começo por anunciar um facto de extrema importância: estou de férias!!! O que significa que agora é só noitadas e dormir até tarde!

Mentira: a partir de determinada altura da vida de uma jovem (como é o caso), férias são mero sinónimo de dormir, dormir, dormir. É como se o corpo pensasse "WTF?! Can I do whatever I want?!" e qualquer canto serve para o sistema desligar automaticamente. Sim, o meu corpo gosta de falar inglês...

Entretanto, ontem iniciei mais uma tentativa de impor ordem ao corpo e atingir o Santo Graal: mens sana in corpore sano. É certo que a mente está toda queimadinha, mas o corpo não está melhor. Por isso, há que superar a dor e a inércia e trabalhar o todo.

Acordar cedo e cedo mexer, dá saúde e faz doer...é só o que vos digo! Há que pensar que trará benefícios a longo prazo...até lá é o caminho da penúria!


sábado, 11 de julho de 2015

TOP 07.15 @Candyland

Energia em altas para julho!

Para começar...uma viagem até à Índia!
Blow a kiss, fire a gun...






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Dose de Motivação #32

Photo: Instagram

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pérolas do meu rosário #8

O exercício era simples: completar uma entrevista com lacunas, sendo o convidado o Primeiro-Ministro.
Fica a visão da nossa juventude...



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Pérolas do meu rosário #7

Sem querer, reencontrei um pequeno vídeo que me fez recuar no tempo; voltei ao ano em que o destino me levou para o teatro.

Em apenas seis meses, arriscou-se. Da inspiração, nasceu um texto. Da vontade, nasceu uma peça. Do empenho, nasceu um espetáculo. E da pequena sala de aula saltámos todos para a comunidade e muitos se juntaram nesta pequena grande loucura. E acho que fomos todos muito felizes.

A minha saudade mora no teatro.

Dose de Motivação #30

De uma forma e de outra.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Um Like para a Mãe!

Há uns anos...
- Vai já estudar antes que leves nas trombas!
(em casos mais difíceis, passava-se literalmente à parte de levar nas trombas)

Hoje...
- Vai já estudar!
- Espera aí que eu tenho aqui uma app... Grava comigo.
(e a discussão decorre em playback ao som de uma gravação sobre o problema)

video

Este post revela sérios indícios de que a insanidade pode ser genética.

sábado, 27 de junho de 2015

Está na Lista! #11

Dizem-se cristãos.
São modernos, estão nas redes sociais e apontam o dedo: a este e àquele, a todos os comportamentos desviantes da lista sagrada. São juízes de bancada e ditam todas as sentenças. Fotografam, publicam, comentam. E sorriem muito. A alegria, a felicidade, a fraternidade cristãs numa partilha com o mundo. Assume-se a identidade do reflexo.

E para além do reflexo?

Parecem pagãos.
Pararam num tempo em que os sacrifícios humano e animal são necessários para agradar os deuses e uma forma de entretenimento de um povo pobre de espírito, de dignidade e ignorante. Juntam-se para contemplar o espetáculo da carnificina, fotografam, filmam, riem, sorriem. Rejubilam com o sofrimento. No cimo, um gato a que chamam animal aguarda a seu iminente sofrimento até à morte; em baixo, os animais a que chamam humanos inundados de poder e divertimento.

Noutros tempos, importou exterminar a raça pagã. Em nome de um Deus e a qualquer custo, o objetivo foi cumprido. Ironicamente, herdaram-lhes os rituais a que hoje dão o nome de tradições. Uma nova máscara para a mesma essência: o selvagem que se diz humano.

Hoje a lista é curta, mas com um desejo quase utópico.
Há momentos em que é impossível desejar mais do que aquilo que já deveríamos ter alcançado: humanidade.

Photo: Pinterest

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Conto(-te) #2

O plano não correu como pretendia. Dias, meses, anos a prever, a arranjar estratégias, a contornar obstáculos, a ir além dos limites para alcançar o objetivo. E o destino, numa tática eficaz e simples de jogador experiente, finaliza o jogo e volta a baralhar as suas cartas. Lentamente, como quem pondera a próxima jogada.
Rafael dormia um sono tranquilo, recuperador de tantas noites em que o trabalho parecia não ter fim, em que a vontade de vencer, de ser melhor, de ser maior do que o seu corpo era a prioridade. Dormia num repouso há tanto necessário, mergulhado num outro mundo. Só o som das máquinas que o agarravam ainda à vida interrompia a paz que o rodeava. Junto à sua cabeceira apenas o guardião daquela noite. Observava-o com atenção e serenidade. Nas mãos escorregavam as cartas do baralho, num movimento contínuo e pensativo. Uma decisão aguardava.

Três meses antes, Rafael tinha sido convidado a integrar uma equipa que iria desenvolver um projeto ambicioso e revolucionário. Era a sua oportunidade para concretizar um sonho, mas acima de tudo para brilhar e ser reconhecido. Jogou as suas cartas e fez do projeto a sua vida. Era o primeiro e o último a sair do laboratório; em casa mergulhava em leituras, tentativas, erros e mais um passo no caminho que definira como certo.

O guardião daquela noite observava-o intrigado. Questionava-se acerca da inteligência humana. Não compreendia como era tão levianamente utilizada pelos homens. Não compreendia como a dádiva da vida era tantas vezes confundida com poder.

Dois meses antes, o corpo dera-lhe o primeiro sinal. Era uma reunião importante e os donos do mundo esperavam os resultados obtidos até ao momento. As novidades eram boas, mas Rafael não conseguira proferir uma palavra. O aperto no peito prendera-lhe a respiração e sufocara-lhe a alma. Nos dias que se seguiram pensou a vida: passado, presente. Futuro?

O guardião daquela noite fitou as cartas que continuavam a escorregar nas suas mãos mecanicamente. Era o momento de decidir. Levantou-se, os passos eram pausados e impercetíveis. Do outro lado do vidro, a mulher de Rafael já tinha adormecido sobre si mesma. A dor da espera levou-a à exaustão. No vidro, o reflexo das cartas que mergulhavam umas nas outras numa cadência cada vez mais acentuada.

Um mês antes, Rafael já tinha sido dominado novamente pelo ritmo frenético da vida que escolhera. O episódio anterior tinha sido ultrapassado e, por isso, esquecido. Agora, mais do que nunca, tinha de redobrar esforços pelo tempo perdido, como se a existência da humanidade dependesse disso.

No colo da mulher de Rafael, a cabeça de uma criança. Também dormia, numa paz que só as crianças sabem encontrar. Provavelmente, alheia àquele espaço de senhores de bata branca, de rodopio, de tristeza. Os seus sonhos teriam, sem dúvida, outra natureza. O guardião daquela noite contemplava-a, enquanto questionava o desenvolvimento humano. Como pode o homem desaperfeiçoar tanto o que lhe é oferecido à nascença? Fechou o baralho, retirou uma carta e saiu.

A agitação que se instalou no quarto despertou a mulher de Rafael que, numa ansiedade desmedida, procurava compreender o que se passava. A criança, confusa e assustada, tentava acompanhar o corropio à sua volta, as lágrimas incessantes da mãe. Foram horas transformadas em anos, num compasso de tempo que muitas vezes se julga controlado.
O tumulto finalmente deu lugar à tranquilidade. Rafael abriu os olhos. As lágrimas de alívio que agora inundavam o rosto da mulher espalharam-se pelo seu, num abraço à vida. A criança subiu a custo para cima da cama, sorriu e abraçou-o.

"Tenho uma prenda para ti!", segredou-lhe. E voltou a sorrir na sua timidez ansiosa. "Qual queres?", perguntou, fazendo sinal para os braços escondidos atrás das costas. "Aquele", respondeu Rafael, num suspiro ainda sem força, indicando o lado direito. Num gesto furtivo, a criança estendeu-lhe à frente dos olhos: um ás de copas. "Queres jogar com esta?" e voltou a sorrir.

Photo: Pinterest

Dose de Motivação #28

Porque o tempo não vai parar e esperar connosco.

Photo: Pinterest

sábado, 20 de junho de 2015

Está na Lista! #10

1. Coisas que deveriam ser de borla

Candy Bag. Só o nome diz tudo.
Uma colega minha (nada mais, nada menos do que a Primeira-Dama) lembrou-se de partilhar comigo este pequeno doce. E era um doce que ficava meeeeeesmo bem no meu bracito... Além disso, o batismo destes pequenos doces não me parece por acaso. Candy Bag?! Ora traduzam lá... de certeza que estavam a pensar em mim, certo?! EXATO! Ainda bem que chegámos todos à mesma conclusão...
Estes doces só têm dois problemas: escolher apenas um, pois as cores são todas super giras... e nenhum ainda estar aqui no meu bracito, pois ainda não são de borla. Snif, snif...
Photo: Candy Bag by Furla
2. Coisas que deveriam ser prioridade

Ter um hobbie. Fazer algo fora do normal.
Por muito pouco monótona que seja a nossa profissão (e existem profissões assim) não deixamos de estar ligados sempre às mesmas conversas, ao mesmo tipo de tarefas, aos mesmos procedimentos. Para desanuviar, vingamo-nos no fim de semana para fazer coisas diferentes e não pensar no quotidiano. Mas não precisamos esperar pelo fim de semana: por que não escolher um bocadinho da nossa semana para extravasar?! Ir ao ginásio é, sem dúvida, uma das escolhas mais populares... mas por que não alargar os horizontes e fazer algo meeeeesmo fora da nossa zona de conforto?! Não têm jeito para as artes? Comecem um curso de pintura ou costura. Nunca tiveram jeito para as línguas? Vão ter aulas de mandarim, russo ou italiano. Têm dois pés esquerdos? Aulas de dança... Ou cantar ou escrever ou desenhar ou construir puzzles ou pescar... Tudo o que vos fizer renovar as energias e passar um bom bocado!


Photo: Pinterest
3. Coisas que todos deveriam fazer

Mimar o nosso templo.
É verdade que nem sempre é o sítio onde passamos mais tempo, mas a nossa casa deve ser o nosso porto de abrigo, aquele lugar onde se dá o descanso do guerreiro. Por isso, gostamos que esteja decorada ao nosso gosto para nos sentirmos bem. O problema é que, algum tempo depois, tudo nos parece igual, sempre na mesma como a lesma. Por isso, há que mimar o nosso local sagrado! Não é preciso chamar os Queridos e deitar a casa abaixo... Basta, às vezes, alterar pequenos detalhes, reciclar o antigo ou acrescentar algo de novo.

Photo: Algumas das regras no meu templo...
Post sem contrapartida publicitária, suportado apenas pela minha real gana. Mas se a Furla se quiser chegar à frente, aceito qualquer cor.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Conto(-te) #1

Daniela desenhava o mundo sem o ver. Dentro da escuridão, pintava gente e paisagens de todas as cores, num traço próprio da imaginação. O percurso quotidiano estava calculado ao milímetro: entrar no autocarro, sentar-se no primeiro banco disponível e acompanhar toda a viagem respirando os sons, os movimentos, os cheiros.
Ele tornou-se uma parte daquela viagem rotineira. Entrava duas estações depois, sentava-se ao seu lado e contava-lhe uma história. Ou duas, se a azáfama citadina o permitisse. Histórias antigas de quem já respirou muita vida.
- És feliz? - perguntou-lhe naquele dia.
Uma pergunta que veio alterar aquela rotina tão memorizada e esperada todas as manhãs. Uma pergunta vaga e repleta de respostas. Daniela não proferiu nenhuma, guardou aquela pergunta suspensa no seu arco-íris.
O toque dele na sua mão fê-la estremecer. Mais um gesto que desviava por completo o que ela já sabia de cor. Colocou-lhe um objeto na palma da sua mão e fechou-a cuidadosamente.
- Sabes o que é?
Aquele sentir fê-la regressar anos atrás. A uma casa onde conhecia todos os cantos e sabia todas as cores. Cores que não precisava imaginar. Uma casa onde fora muito feliz, mas também onde chorara, onde sofrera e onde encontrara a escuridão que agora aprendia a pintar à sua maneira. Lembrou-se do palhaço que todos os sábados de manhã esperava por ela na televisão e a fazia rir. Um riso de criança sem aditivos. E entre estas memórias, continuava a analisar suavemente o brinquedo que agora repousava na sua mão. E parecia conhecê-lo de cor.
- Acha que é possível viver assim? - retorquiu, finalmente, quando as suas cores começaram a diluir-se na escuridão de todos os dias.
- Prefiro acreditar que sim. - e, sorrindo, ele não disse mais nada.
Quatro paragens. Mais uma vez, ela tinha-as contado. Era um exercício já mecânico como tantos outros. Duas paragens depois voltaria a ficar sozinha. Já sabia. Numa das suas histórias ele contara-lhe que seguia sempre dali para uma pequena aldeia, onde trabalhava. Nunca soubera ao certo o que fazia aquele homem. Sabia apenas que tinha uma voz de quem já tinha percorrido muito caminho, serena, de quem não tem pressa e certamente gostava do que fazia.
- Amanhã já não vou estar aqui. - afirmou o homem.
Não foi uma surpresa, algures no fundo do seu mundo ela já esperava por aquele momento. Embora pudesse sentir alguma tristeza, algo novo nascia no seu coração. Uma vontade de tornar a pintar tudo com novas cores, muitas cores.
- Confesso que vou ter saudades das suas histórias. - e sorriu, lembrando-as aos pedacinhos.
Última paragem. Ele pousou a mão sobre a dela, que ainda explorava o brinquedo num reviver de memórias. Um toque de despedida ao som dos sinos da catedral ali próxima.
O autocarro voltou a arrancar e sentia-se o vazio do banco ao lado. Daniela olhou pela janela e imaginou um enorme campo verde, cheio de árvores e flores, com pequenas casinhas ao longe pintadas de amarelo e azul. Nunca mais voltou a estar com aquele homem. Na pequena aldeia, nunca ninguém ouviu falar dele.

Photo: Pinterest

Abram a agenda!

E assinalem o dia 12 de janeiro de 2016. Ou os outros logo a seguir...
Depois juntem uns trocos e sigam para o Campo Pequeno!

O famoso musical Mamma Mia!, com letra e música assinadas pelos ex-ABBA, Benny Andersson e Bjorn Ulvaeus, e que tem feito furor no West End e na Broadway nos últimos quinze anos, chega finalmente a Portugal!

Se têm um fraquinho pelo teatro musical como eu e ainda não sabiam desta, já estão a dar pulinhos de alegria certamente... E os bilhetes não devem durar muito, por isso olho aberto, gente! Sem atropelos, mas olho aberto!

Photo: Pinterest

Post sem contrapartida publicitária, suportado apenas pela minha real gana.

terça-feira, 16 de junho de 2015

100% Tuga #2

Parabéns aos Tugas dos Jogos Europeus Baku 2015!

Ouro no ténis de mesa por Marcos Freitas, Tiago Apolónia e João Geraldo.

Photo: Google
Prata no triatlo por João Silva.

Photo: Google
Duas pratas na canoagem por Fernando Pimenta.

Photo: Google
Toma e embrulha!

Publicidade descaradona ao verde, vermelho e esfera armilar.

Dose de Motivação #25

Nem mais.

Pérolas do meu rosário #5

(depois de se abordarem os conceitos de trabalho, emprego e diferentes tipos de trabalhador, sendo o assalariado o mais comum, chega o dia do teste)

Questão: Qual o tipo de trabalhador mais comum atualmente?


Aluno 1 - Trabalhador desempregado.

Photo: Pinterest

sábado, 13 de junho de 2015

Está na Lista! #9

1. Coisas que deveriam ser de borla

O Ópio Negro.
Há uns dias, em plena sessão de terapia anti-stress (i.e. Compras), entrei numa daquelas lojas que as mulheres detestam, cheias de perfumes, cremes, maquilhagem, acessórios e tudo e tudo e tudo... Como habitual, uma das funcionárias promovia à entrada um novo perfume, oferecendo uma amostra a quem passava. Por norma, quando entro nestas lojas, evito experimentar diferentes odores, pois ao terceiro já estou com uma monumental dor de cabeça. Sou muitoooo esquisita com perfumes, o que sempre achei estranho, visto que o olfato não é de todo o meu forte (um dia irão compreender quando vos falar de cozinha...). Finalmente, descobri a razão: tenho um nariz gourmet! É isto: o meu nariz só suporta odores muito requintados tal como aqueles pequenos vestígios de comida nos pratos gourmet!
A rapariga ofereceu-me um daqueles papelinhos com o perfume, eu aceitei e experimentei cheirá-lo... é fan-tás-ti-co! Foi vício à primeira cheiradela! De tal forma, que em vez de ir para o lixo, foi para a minha mala, na esperança que esta fique com aquele cheiro eternamente. Pelo menos, enquanto não for de borla, porque o seu preço é criminoso...

Black Opium, Yves Saint Laurent

2. Coisas que deveriam ser prioridade

Dormir.
Não basta desejar dormir, há que dormir. É uma questão de saúde e nenhum de nós tem a verdadeira noção do quanto nos faz mal noites mal dormidas.
A National Sleep Foundation (constituída por especialistas de diversas áreas) fez uma atualização do número de horas que devemos dormir, em função da nossa idade e, segundo estes especialistas, um jovem adulto deve dormir 7 a 9 horas por diaOu seja, as noites em que obrigamos o nosso corpo a estar alerta, como se fôssemos um dos vampiros do Twilight, devem ser evitadas - o corpo e a mente precisam mesmo de uma pausa para limpeza!
Como é óbvio, todos passamos por momentos em que é impossível contrariar a imposição de não dormir (tenham um bebé e vão ver...), por isso é importante compensar essas horas com uma bela sesta (aprendam com nuestros hermanos).
Eu confesso que sou uma noctívaga. Já fiz muitos estragos durante anos e sei que vou pagá-los todos no futuro. Contudo, embora continue a preferir a noite para trabalhar, obrigo-me cada vez mais a deitar cedo e tento fazer uma gestão diferente das tarefas. A energia, a concentração e a pele têm agradecido...


Photo: Google
3. Coisas que todos deveriam fazer

Fazer a travessia para Troia de barco. Pelo menos uma vez na vida.
Hoje as coisas estão bem mais modernas, principalmente desde que Troia mudou o seu rosto (e tronco e pernas e tudo). Até já há Via Verde e Wi-Fi.
Lembro-me de ser pequena e adorar passar para o outro lado. A fila era interminável para entrar no ferry, o que dava tempo para ir comprar o jornal e as revistas que se levavam para a praia ou para se estudar o comércio cigano que ali era forte. O ferry partia e as pessoas saíam dos carros concentrando-se numa audiência para contemplar o rio Sado e os seus golfinhos. Eram tantos que, por todo o lado, faziam saltos artísticos para a fotografia ou simplesmente para a satisfação dos que observavam. Lembro-me de acompanhar cautelosamente as alforrecas encontradas no trajeto (aos montes!) e desejar verdadeiramente que se concentrassem todas ali e não houvesse nenhuma na praia. Urgh...
Hoje o trajeto é diferente, mas não deixa de ter o seu encanto. As pessoas continuam a concentrar-se para observar o rio azul e as alforrecas continuam a assombrar certamente as mentes dos mais pequenos. Só os golfinhos é que são agora um espetáculo cada vez mais raro de se ver... Mas fica o desafio: tentem captar uma imagem dos nossos roazes!

Photo: Google
Post sem contrapartida publicitária, suportado apenas pela minha real gana.
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