domingo, 11 de março de 2018

Operação #ataqueaocachalote - Mês 2

Pensavam vocês que eu tinha desaparecido, do género "não aguentei, desisti de tudo isto e fui ser feliz entre carbonaras e gelados do Santini"...
Pois é! Pela primeira vez, no meu histórico de tentativas, rumo ao terceiro mês!

Photo: Pinterest
Podia dizer-vos que isto está a ser muito fácil e que tenho sido hiper mega disciplinada. E estaria a mentir. Na verdade, enquanto estou no horário laboral, com trezentas mil tarefas a resolver para ontem, não é nada complicado. Durante este período, difícil mesmo é obrigar-me a fazer todas as refeições.
O problema surge quando chego à hora de descomprimir no conforto do lar: é bom que não haja nada à mão de semear ou transformo-me no Hulk (a curto prazo em temperamento, a longo prazo em tamanho)! É aqui que entra uma espécie de mindfulness alimentar em que me esbofeteio psicologicamente de forma violenta, enquanto repito o mantra: "Vá de retro, Cachalote! Sai deste corpo possuído!". Depois há todo um ritual de pensamentos motivadores que vão domando o animal, sendo que costuma ficar aniquilado na parte em que todo um closet me passa pela mente como se aguardasse cair-me que nem uma luva. E é assim que não deito abaixo meio quilo de lasanha, três fatias de bolo de bolacha e dois copos de tinto!
Na maior parte das vezes, isto tem resultado. Porém, claro que já houve uns deslizes... uma pessoa, por vezes, perde as forças, né?! E os resultados são reflexo disso...

Na quinta semana, consegui fazer desaparecer 900g. A partir daqui, eu sabia que a descida ia ser mais lenta, por isso não desanimei. O lema mantém-se: "seja o que for, desde que a descer, estamos bem". Entretanto, chegou o Carnaval e o Dia dos Namorados, que este ano decidiram partilhar a mesma semana para desgraça do pessoal. Não é que seja adepta destas comemorações, mas o Carnaval implica uma pausa do trabalho... e se o cachalote me apanha a coçar a micose, é certinho que vai tentar desgraçar-me! E assim foi: umas asneirolas e ganhei 700g na sexta semana. Pensei em dar tudo na semana seguinte, superar os erros e voltar à corrida. O problema é que, na semana seguinte, fui até Fátima e decidi colocar toda a minha esperança e fé naquela terra santa, por isso confiei que algumas asneirolas (poucas, é verdade) ali feitas estavam sob amnistia divina. Contei com um milagre e lixei-me correu mal: à sétima semana, perdi as 700g que ganhei anteriormente. Basicamente, foram duas semanas de caca. Como é óbvio, baixou em mim o orixá da desmotivação e estive quase para mandar tudo às urtigas...quando me lembrei que depois tinha de vos vir explicar que o cachalote levara a melhor [eu sabia que o vosso papel seria importantíssimo neste processo]! Foi com um misto de motivação e desmotivação que entrei na oitava e última semana do mês: perdi 200g. Não foi motivo para pulos de alegria, mas já dizia o povo que "grão a grão, enche a galinha o papo". Neste caso, desincha o papo.
E entramos em março a dar tudo!

Saldo das últimas oito semanas no #ataqueaocachalote: -6,8 kg!

Mais alguém na luta desse lado?!
Deixem as vossas questões, dúvidas, sugestões!

:)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

8 Histórias de Amor no Dia de São Valentim.

Nunca fui grande fã do Dia dos Namorados. Como tantos outros, é um bom dia de marketing e vendas. Um dia para ter os restaurantes à pinha com mesas para dois, velas vermelhas por todos os cantos e ementas em que o bitoque passa a chamar-se "Mimos de Vitela em cama de 50 sombras de chips aromatizados com pétalas de rosa" (em sítios mais arrojados ainda acrescentam o ovo a cavalo ou qualquer coisa do género). E depois é apenas dia 15. E mais um ano normalíssimo pela frente.

Embora não seja uma entusiasta do 14 de fevereiro, aprecio que haja uma data a comemorar o Amor. Mas este deveria ser compreendido como algo maior e universal, que não coubesse apenas numa mesa para dois, com balões, peluches, flores e chocolates. Prefiro olhar para Fevereiro como o mês para pensar o Amor, na sua infinita dimensão. A partir do dia em que nascemos, tudo é Amor, se assim soubermos viver. O próprio São Valentim, santo que deu nome à data e cuja existência ainda levanta muitas dúvidas, foi exemplo disso: preferiu o Amor à guerra, escolha que o conduziu à morte. Ou, pelo menos, assim conta a história.

Fugindo, então, ao tradicional amor a dois, com corações e cartas de amor (ainda se escrevem?!), decidi deixar-vos 8 sugestões de leitura para comemorar o mês do Amor. Ainda que, mesmo assim, muitos outros exemplos fiquem a faltar...

1. "Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas" ou "o essencial é invisível aos olhos" não são apenas citações bonitas a circular nas redes sociais. Fazem parte desta obra tão simples e tão grandiosa, que se tornou intemporal. Para ler repetidas vezes ao longo da vida. Para nunca esquecermos os pequenos gestos que fazem o Amor.


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2. Um clássico absolutamente delicioso das mãos de uma das manas Bronte. Li duas vezes, nunca vi o filme, mas tem lugar cativo na minha playlist o tema fantasmagórico da Kate Bush. A diferença de classes sociais continua a ser um tema recorrente na literatura. E fora dela.


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3. Um hino ao Amor. Àquele que nos faz feliz por dentro: o amor próprio. Aquele que nos faz lutar pelo que sentimos e acreditamos, mesmo com todo o sofrimento e preconceito que isso implique. Àquele que faz de nós um ser humano: o amor incondicional pelos nossos. Aquele que nos faz aceitar quando não compreendemos. Aquele que nos faz deixar ir quando queremos ficar.
Também vi o filme e vale tanto a pena.


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4. Este livro não li. Ainda. Mas não duvido que haja em cada receita muito Amor. De vez em quando encontro a Filipa na televisão e a sua energia e paixão pela cozinha, para além de serem mais que evidentes, são contagiantes. E eu sou daquelas que acredita que cozinhar é, sem dúvida, uma forma de amar. [penso o mesmo sobre comer, mas para já, neste contexto, o amor não abunda...]


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5. Li este livro algures na minha adolescência e, mais tarde, quando quis voltar a lê-lo não o encontrei. Sei que o faria agora com outro olhar, com outra atenção às pequenas coisas. Lembro-me que entrávamos, pela mão de uma senhora já idosa, naquilo que foi a sua vida, construída nos muros das convenções. Lembro-me da escrita: crua e desconvencionada. Lembro-me que, nem sempre, os casamentos são sinónimo de Amor. E vice-versa.


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6. Dizem que o Amor que os animais nos têm é mais verdadeiro do que aquele que praticamos entre nós, humanos. Não quero acreditar que assim seja, mas para já vou ter de acreditar. Nenhum animal é o pior do mundo - tal como nós, fazem as suas asneiras. No entanto, não somos "descartados" por isso. É aqui que começa um Amor maior e o seu compromisso.


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7. Gosto tanto de trabalhar esta obra com os meus alunos! É sempre um pretexto para voltar a ela e, na forma tão simples de Jorge Amado, falar de preconceitos e da verdadeira essência do Amor. Sem estereotipos, sem regras pré-definidas, sem julgamentos, num mundo que pertence a todos. É o que acontece quando um gato e uma andorinha se apaixonam...
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8. Fresquinho, fresquinho! Uma sugestão que ainda não tive oportunidade de ler, mas que sugiro sem receios (ou não fosse uma das leitoras atentas do Às 9 no meu blog). A Sofia é daquelas pessoas que, sem conhecermos, ilumina caminhos e inspira pessoas. Com pequenas palavras carregadas de significado, a Vida realmente pode ser bem mais simples do que aquilo que fazemos dela. E o segredo é apenas um: Amor.
Um Amor que se conjuga em tantos verbos, dando verdadeiro sentido à Vida.


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E na vossa lista de favoritos? Quais as grandes histórias de amor?
Deixem as vossas sugestões abaixo!

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Post em parceria com a Wook.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

É oficial: tenho uma Hater!

Fonte: Pinterest
Não podia deixar passar este momento histórico: descobri hoje que tenho uma hater! E blog que se preze tem que ter, no mínimo, um! Acho que a partir daqui o céu é o limite...

Na verdade, não foi diretamente no blog, mas sim na minha página pessoal do FB, mas é indiferente...diz-me respeito, há que celebrar!

Infelizmente, a noite passada foi uma daquelas que não desejo a ninguém. As minhas duas pestes de quatro patas decidiram desaparecer ao final do dia...e pernoitar em local desconhecido. Como é óbvio, foi uma noite de grande ansiedade e desespero para todos. Passámos a área a pente fino, incomodámos família, vizinhos, amigos, conhecidos e desconhecidos no local e através de um apelo nas redes sociais. As manifestações de apoio e partilha, online e offline, foram gigantescas e será sempre pouco qualquer agradecimento da nossa parte.

Mas tudo se torna melhor quando nos aparece um Hater. Basicamente, é uma pessoa que não manifesta qualquer apoio ou iniciativa na resolução do problema em questão e que, em vez de se remeter ao silêncio, decide largar considerações moralistas, alcançando assim um certo prazer com a desgraça dos outros. Ou seja, é um ser perfeito, mas tão inútil como um guarda-chuva aberto dentro de casa: não serve para nada a não ser empatar.

Eis que, entre os vários comentários daqueles que manifestavam a sua preocupação, surge então esta ave rara.

Fonte: Facebook
O que é que eu realmente precisava naquele momento de desespero?! Não era de partilhas do apelo feito, não era da preocupação e da disponibilidade de pessoas que queriam ajudar...nada disso!!! O que eu mais precisava era de alguém (fora do meu círculo de contactos das redes sociais) que me fizesse ver que tudo acontecera porque sou uma pessoa descuidada que tem sempre o portão aberto, apesar de  já ter sido avisada várias vezes (só não percebi se foi por carta registada, sms ou telegrama)!

De facto, devido a uma avaria elétrica, durante uns dias o meu portão ganhou vontade própria, o que permitiu às minhas pestes dar uma volta não autorizada pela vizinhança, mas sem preocupações de maior. Eu sei que a ideia de ser eu a deixar o portão aberto de propósito para eles darem de fuga, num ato de sadomasoquismo, é muito mais interessante, mas a verdade é esta. Um problema elétrico e eu uma grande naba em eletricidade! Como é óbvio, isto não era de conhecimento público e um verdadeiro hater fala sempre sem conhecimento de causa. De peito feito e alma vazia.

No momento, nem me apercebi do que tinha à frente, tal não era a novidade. De terras de sua majestade, chegou uma mensagem da minha irmã a elucidar-me: "tens uma hater"! Decidi, então, oficializar a coisa. Agora é aguardar que me volte a inspirar com a sua vida imaculada...

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Obviamente, a leveza com que falo assenta num grande alívio com o aparecimento das minhas duas pestes esta manhã. Isto, sim, é importante. Mais uma vez, um enorme Obrigada a todos os que não foram apenas um guarda-chuva aberto dentro de casa.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Operação #ataqueaocachalote - Mês 1

Não me lembro de um janeiro em que não tenha decidido fazer dieta como resolução de ano novo. “Desta é que é!” e efetivamente era mesmo...até meio do mês! Mais tarde ou mais cedo, acabava por ser controlada por um “eu” que não estava para aquilo e, por isso, vinha o “se me apetece, quero lá saber!”. E assim terminavam cerca de 15 dias de disciplina alimentar. No próximo ano pensaria novamente no assunto... E assim tenho contribuído, ao longo dos anos, para o meu “Fundo de Massa Adiposa a Longo Prazo”.

No final de 2017, assumi o meu verdadeiro estado de alma: sentia-me um verdadeiro cachalote!

Photo: Pinterest
Para não arruinar anos de tradição, no início de janeiro, lá dei o pontapé de saída à grandiosa operação #ataqueaocachalote. Mas, desta vez, era urgente mudar estratégias, por isso decidi duas coisas:
  1. Recorrer a um especialista.
  2. Partilhar convosco aqui no blog (quase) tudo.
E perguntam vocês (mesmo que não tenham perguntado): porquê?!
Em primeiro lugar, porque preciso de alguém que saiba o que está a fazer e me faça “picar o ponto”. Como é óbvio, isto só é possível se assim o permitirmos. Feita a vontade (ou melhor, tendo vontade), esta parte fica assegurada.
Em segundo lugar, há que ter vergonha na cara e é aqui que vocês entram. Ao partilhar todo este meu processo, inevitavelmente vou estar exposta - ter de assumir em público (espero que não!) que falhei, desisti ou sou um caso perdido dá-vos o direito de me cair em cima forte e feio e, quiçá, trazerem-me de volta ao bom caminho. Basicamente, quero minar-me de gente que me possa dar umas valentes chapadas (virtuais, por favor), caso o cachalote fale mais alto.

Posto isto, voltemos ao início.

A Inês. Ainda dezembro não tinha terminado, já tinha consulta marcada. Tendo em conta que a minha mãe já anda nesta aventura há algum tempo (com resultados brilhantes), decidi arriscar no mesmo sítio. E foi assim que conheci a Inês, oficialmente batizada como a minha “Guru da Nutrição”. Para começar, tirou-me tudo e mais alguma coisa para entrar em limpeza profunda. Pão, massa, arroz, vegetais, fruta, comida processada... Sabem aqueles estudos que defendem que a dependência do açúcar é bem pior do que a da heroína?! Tudo VERDADINHA!!! Quanto à heroína não sei, mas a ausência de açúcares e processados fez-me andar os três primeiros dias literalmente a ressacar: dores de cabeça, náuseas, fraqueza e vontade de matar meio mundo! O cachalote começou a revoltar-se e a tentar levar a melhor. Porém, a partir do 4.º dia, tudo passou e, até hoje, não voltei a ter nenhum destes sintomas.
Todas as semanas vou ter com a Inês para o controlo e ela faz um update ao regime alimentar. Hoje, já tenho direito a alguns vegetais (poucos), a pão (com algumas restrições) e na semana passada tive direito a alguma fruta (esta semana fui “castigada” nesta parte). O resto continua de fora e, sinceramente, não me tem incomodado. Apesar de muitos acharem que ando a passar fome (no refeitório ainda levo com uns olhares de pena pelo prato reduzido e sempre acompanhado de salada), a verdade é que ainda não houve um momento em que sentisse fome. Até porque, se assim fosse, o cachalote dava a volta por cima e o primeiro pacote de bolachas marchava em fúria. Nada disso.

A minha segunda estratégia - partilhar convosco - chega agora, quatro semanas depois, pois percebi que isto está controlado e acho que consigo aguentar este barco. A única coisa que ainda me incomoda um bocadinho é a massa, pois sinto que tenho uma italiana recalcada dentro de mim a ganir a toda a hora... Ainda assim, tenho resistido estoicamente! Só por isto, já merecia um spaghetti alla carbonara! (estou a brincar... quer dizer... sim, estou a brincar!)

Ora bem... e resultados?!
Na primeira semana, consegui arrumar com 2,7kg; na segunda semana, dei cabo de mais 1,3kg; na terceira semana, foram 300g (dá para perceber agora o “castigo” da fruta); esta semana eliminei 1,4 kg. É claro que, quando o número é grandito, a satisfação é maior, mas honestamente desde que limpe meia dúzia de gramas é sinal de que ainda estou no jogo. Sem pressas e a aprender - é este o espírito.

Saldo das últimas quatro semanas no #ataqueaocachalote: -5,7kg!

ATENÇÃO: não tentem entrar num desafio destes recreativamente e sem aconselhamento especializado.

Por aqui, todas as questões e sugestões são bem-vindas!!!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Dos Não Assuntos: a H&M.

O que não falta por aí são manifestações acerca da polémica campanha da H&M. Esta é uma daquelas situações que eu considero ser um Não Assunto.

A marca lança uma campanha de vestuário infantil, onde surge um rapaz preto com uma camisola onde se pode ler "coolest monkey in the jungle" (= o macaco mais fixe da selva). A coisa "piorou" quando ao lado surge um rapaz branco com outra camisola onde se pode ler "official survival expert" (= especialista oficial em sobrevivência). E o mundo estremeceu.
Fonte: Google
Quando vi a imagem, achei os miúdos uns fofuchos e estilosos. E foi isto. Quando tomei conhecimento da polémica, lembrei-me do Manuel...

O Manuel era preto, como ele próprio dizia "puríssimo!", por ser tão escuro. Foi meu aluno, há uns anos, numa turma em que a maioria era branca. Estava sempre super bem-disposto, com a piada (inteligente) sempre na ponta da língua. Num dia de inverno bem escuro, fomos ver um documentário e, por isso, apaguei as luzes. Imediatamente ouvi: "Stora, assim vou ter de rir para você saber onde estou!". Rimos muito. Não dele, mas com ele. Respondi-lhe que não arranjasse desculpas para andar a fazer inveja aos outros dos seus dentes perfeitíssimos. [e eram. quem me dera!] Riram muito. Não de mim, nem dele, mas connosco. Este foi apenas um dos muitos episódios do Manuel. Não me lembro de alguma ver ter presenciado qualquer atitude racista ou mesmo de bullying. Fomos apenas dando ao preconceito o valor que ele merece. Zero.

Muitos foram os que consideraram esta campanha da H&M uma ofensa, a ponto de a marca desculpar-se publicamente e retirar a imagem. Compreendo todos aqueles que se sentiram ofendidos pela conotação da palavra "macaco". Sou branca (no inverno, sou um Beje 2; no verão, um Beje 3) e nunca poderei sequer imaginar o que essas pessoas sentiram, tendo em conta o historial de situações que eventualmente já viveram. Penso apenas que o preconceito existe como um parasita, sempre à espera de ser alimentado.

Voltei a olhar para a imagem e tentei imaginar um encontro entre aqueles dois miúdos. Provavelmente, falavam de plasticina ou dos legos ou dos jogos e nem sequer reparavam nas camisolas. Em reparando, provavelmente diriam "gosto mais da tua verde" ou "a tua laranja é mais gira". E, provavelmente, tentariam rapidamente ver-se livres de ambas, pois o que interessa é estar sem roupa a riscar paredes com canetas de feltro ou a chapinhar nas poças de lama.

A H&M lançou o parasita e as pessoas alimentaram-no. E com isto perpetuaram o preconceito.

E se ninguém tivesse comentado? E se aquela imagem tivesse sido "lida" apenas como a de dois miúdos fofuchos com camisolas (como tantas outras) coloridas? E se, ao lermos as mensagens das camisolas, apenas ríssemos muito... não deles, mas com eles?

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A Escola.

Primeiro dia do segundo período e uma reunião de trabalho para abrir logo a pestana. Confesso que não fiquei propriamente entusiasmada. Principalmente quando soube a matéria que estava em cima da mesa: é urgente mudar a escola! Não que a mudança me assuste ou não compreenda a sua importância, mas pura e simplesmente porque já vi este filme várias vezes. Horas de reuniões, muitas ideias partilhadas, entre tantas outras queixas, e na prática... mais do mesmo. Porque é mais seguro (e confortável) seguir o manual, porque é mais fácil controlar o tempo de antena com o método do "cala-te, ouve e não olhes para o lado", porque é urgente justificar constantemente o nosso trabalho com números. E quando esta receita não corre bem, aponta-se o dedo ao aluno, aos pais, ao sistema, porque com 37 powerpoints, 57 fichas informativas, 85 fichas de trabalho e 2 testes por período, o professor fez o que pôde. Isto se guardou as evidências; caso contrário, temos o aluno, os pais e o sistema a apontar o dedo ao professor. É um verdadeiro campo de batalha.

Case Western University – Prototype Learning Spaces (photo: Pinterest)
Há uns anos, lembro-me de estar numa reunião a discutir a mesma questão: o que mudar? como mudar? Lembro-me de participar com algumas sugestões e, a dada altura, uma colega sorrir para mim e comentar: "Gosto de ver esse entusiasmo, mas daqui a uns anos isso passa-te". Foi como se tivesse levado uma chapada com cinco dedos bem abertos. Entristeceu-me a hipótese de ela estar certa. Entristeceu-me a hipótese de, um dia, ser eu a fazer aquele comentário. Embora tenha compreendido a mensagem, tenho feito daquelas palavras o meu alerta de perigo: de vez em quando é nelas que penso para fazer diferente, para fazer melhor. Experimentando, errando e aprendendo.

Ontem, a falta de entusiasmo acabou por ser vencida quando me apercebi da vontade de muitos em mudar. Não sei se é apenas sorte de estar numa escola com uma atitude proativa em relação ao ensino que a sociedade hoje exige ou se realmente já existe uma preocupação global com o estado obsoleto em que isto está. Bem sei que a verdadeira mudança nas escolas, entre outras coisas, implica dinheiro (que não há) e estabilidade no corpo docente (que não há). Mas, até onde nós podemos ir, não há espaço para se fazer tanto?

O brainstorm que fizemos ontem partiu do visionamento deste vídeo, que já circula há um ano nas redes sociais. Partilho, pois acho que em poucos aspetos diz tudo.

Importa repensar o ensino a partir dos adultos que queremos ter no futuro.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

2017, o balanço.

Como todos os anos, este também teve os seus bons e maus momentos, não tendo sido propriamente um ano memorável. Ou melhor, será recordado como o ano da nova casa ou o ano de nascimento do Snow, mas pouco mais que isto. Houve uma espécie de "equilíbrio contraditório": em determinados aspetos sinto que foi um ano importante de construção e mudança, noutros sinto que estou exatamente onde estava, como se tivesse deixado passar mais um ano em vão. 

+ Mudei de casa. Foi o grande projeto deste ano e valeu muito a pena. Das nossas mãos nasceu um espaço para todos os que cá vivem e para os que cá vêm. O nosso pequeno paraíso para a vida.

- Não viajei. Já sabia que este ia ser um ano dedicado às raízes e não aos voos, por isso não é surpresa que este ano as viagens tenham ficado em standby. Embora tenha sido uma escolha consciente, fez (muita) falta.

- Cozinhei mais (e melhor). E descobri na cozinha um espaço terapêutico. Novos alimentos, novas experiências e muitos sabores. Desde que não seja uma obrigação e à pressa, a magia realmente acontece.

- Ouvi pouca música. Na verdade, na última metade do ano, a minha playlist ficou a ganhar bolor sem atualizações e as (boas) novidades musicais passaram-me um bocado ao lado. Mas se o panorama musical ficou circunscrito aos "esfrega, esfrega" e Mc's da moda, então foi melhor assim.

+ Voltei a ouvir rádio. O trânsito, que é algo que abomino e com o qual tive de voltar a viver desde final de outubro, teve este (único) aspeto positivo: fartinha de uma playlist desatualizada, voltei a ter por companhia as manhãs da M80, com a Vanda Miranda.

- Falhei o Reading Challenge 2017 da Goodreads. Propus-me à humilde meta de 12 livros, mas apenas completei 8 deles (e alguns duvidosos). Uma vergonha a não repetir.

+ Comecei e acabei duas grandes séries. Uma já antiga, How I met your mother, que me levou até aos tempos de Friends e me fez panicar naquele último episódio (ainda em superação); outra mais recente, felizmente com muito ainda para ver, e que foge um bocadinho às minhas preferências: Stranger Things.

- Raramente fui ao cinema ou ao teatro. E das poucas vezes que fui [confesso de olhos postos no chão], adormeci algumas vezes. Cansada e a emburrecer!

+ Tornei-me mais saudável e fiz exercício. Li e aprendi muito sobre nutrição. Adotei alguns hábitos paleo e disciplinei-me, de forma a que o exercício começasse a fazer parte da minha rotina. E consegui. Resultado: senti-me melhor e emagreci.

- Tornei-me menos saudável e mais sedentária. Especialmente nos últimos meses do ano, deixei o stress e as novas rotinas apoderarem-se do meu tempo. Voltei a ter uma alimentação péssima e sem horários. Voltei a passar horas sentada a trabalhar ou no carro. Resultado: sinto-me uma lástima e engordei.

+ Voltei à escola pública. O espaço para criar e fazer diferente é enorme. O público alvo é diversificado e tem sede de dinamismo. Gosto de desafios e é bom estar de volta.

- Voltei à escola pública. E descobri que não está tão mal como a deixei há cinco anos: está bem pior! A classe docente continua instável, a burocracia cresce pelas paredes, as aulas não são apelativas e os alunos andam à deriva sem saber muito bem o que andam ali a fazer.

+ Trabalhei com os melhores. Dos colegas aos formandos, é de louvar o ambiente de boa disposição e o espírito de equipa. Só assim foi possível ultrapassar os obstáculos que foram surgindo. E só por isto não me lembro agora de nenhum.

- Não dei ao blog a atenção merecida. Ainda assim, foi um ano com alguns convites e ofertas, que me deixaram muito grata. Merecia um pouco mais. E eu também.


+ Fui feliz. Tive sempre por perto a família e os amigos. Estamos cá. Estamos bem. E é por isto que, apesar desta sensação de estagnação, estou grata.

Agora é avançar para 2018!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

3 anos, 638 posts.

Hoje o blog faz 3 anos.

Poderia começar aqui uma comemoração efusiva, cheia de confettis e rufar de tambores. Mas, feito o balanço deste último ano, seria ridículo tal como as cartas de amor de Fernando Pessoa: cheias de paixão e sinceridade, ainda assim ridículas.

Este foi, sem dúvida, o pior ano do blog. Faltou-lhe dinamismo, presença e, principalmente, falhou em corresponder às expetativas que existem desse lado. É que, três anos depois, há mais meia dúzia de leitores assíduos para além da família e dos amigos que foram obrigados. Percebi isto pelas mensagens que me foram chegando ao longo do ano: palavras de apreço, questões, sugestões... Recebi tudo de coração aberto, fiquei de alma cheia, mas de consciência pesada. Faltou (muito) mais.

Hoje em dia, a blogosfera apresenta um crescimento exponencial. Em anos de blog, eu diria que o Candyland atravessou este ano a adolescência e, por isso, sentiu-se perdido, sem saber muito bem o que quer ser quando for grande. É difícil tentar ser credível num meio onde a própria credibilidade vai deixando de acreditar. Há tanta gente a falar sobre o mesmo, tantas vezes da mesma forma, que é cada vez mais difícil distinguir uma opinião genuína de uma opinião paga. E é aqui que reside a ironia da coisa: temos hoje uma liberdade de expressão como nunca antes e cada vez mais se opta pela voz formatada.

E se decidíssemos escrever o que realmente pensamos sobre o que nos rodeia e o que experienciamos no dia a dia?! Acho que é isto que o blog quer ser quando for grande. Fica o desafio.

De facto, acho que não há lugar para grandes comemorações. Exige-se, sim, um gigantesco agradecimento a quem está desse lado e continua a aparecer por aqui. Do fundo do coração, um enorme OBRIGADA!

Como já é hábito, aqui ficam os números. O crescimento foi pequeno, mas existiu. E todas as vitórias, por mais pequeninas que sejam, devem ser celebradas.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Novembro | #semanaemrevista 41 a 48

O ano de 1980 preparava-se para chegar ao fim e mesmo no centro do mês de novembro esperava-se que eu nascesse. Tal não aconteceu. Preferi obrigar a minha mãe a uma gravidez de 10 meses e nascer no mês seguinte, um dos meus preferidos.

Logo aqui começa a minha complexa relação com este mês de novembro. Se é verdade que muitas coisas boas acontecem por esta altura, também as piores tendem a coincidir com este mês, conhecido pelo seu número 11 (detesto!) ou, noutros tempos, pelo número 9 (blac!). Sim... sem fundamentalismos, tenho as minhas superstições.

O blog esteve em sono profundo durante um mês. No entanto, tanta, tanta coisa aconteceu. E a vida deu as suas voltas...

O dia em que ganhei
o meu regresso à escola pública. Foi em 2012 que ouvi pela última vez o toque da campainha. Não por vontade própria, mas sim porque o sistema assim o quis. No ano seguinte, abraçava um novo projeto e agora era eu que, por vontade própria, voltava as costas ao ensino público. Previa regressar em 2016. Mas 2016 chegou e eu decidi continuar na formação profissional, voltando-lhe novamente as costas.
Foi quase de uma forma vertiginosa que me vi colocada, neste início letivo (tardio) de 2017, numa escola do ensino público. Confesso que fui adiando este regresso, por comodismo e por receio do que lá poderia encontrar. Mas algum dia tinha de ser: não por obrigação, antes por vocação. Tive a sorte de ser acolhida de forma humana e atenciosa, mas à medida que vou (re)descobrindo o sistema alguns dos meus receios começam a confirmar-se: os professores são meros números numa máquina que bem poderia servir os jogos da Santa Casa e esta escola não é para novos. 
...foi o dia em que perdi
a Lucky. A vida tem esta forma arbitrária de agir: por muito que tentemos não falhar, as falhas acontecem. Inesperadas e devastadoras.
Chegou pequenina, a morrer de fome. Partiu pequenina, mas de coração e estômago cheios. Ainda que por pouco tempo, foi feliz.

Photo: Instagram @myjoyluckysnow

O mês das despedidas
Ser coordenadora de curso ou diretora de turma é ser mãe em part-time. Não de um, mas de vinte (ou mais). É ganhar cabelos brancos, pensar em desistir algumas vezes, mas estar de olho em todos, não vá algum perder-se.
Foi no início do mês que vi os meus técnicos de informática, os "filhos" mais velhos, concluírem esta etapa de dois anos e meio. Muitos voaram para longe, alguns ficaram por perto, até ao dia em que voarão também para longe. Mas todos concluíram e todos cresceram. E eu estive lá para ver. Agora é aguardar a cerimónia de entrega de diplomas para o último abraço.

Photo: No início desta aventura... #TIIGR0915 

...e dos reencontros
Foi um mês de constante procura de equilíbrio (que ainda não terminou). E entre tantas corridas, acabei por voltar a encontrar pessoas que fizeram parte da minha vida noutras vidas. Pessoas de aprendizagem e pessoas do coração. Como se, depois de tantos anos, o universo decidisse que era altura de nos reencontrarmos. E de fazermos novas aprendizagens.

Photo: Pinterest

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Fashion Talks no Lisboa Design Show - Parte 1

Faz agora um ano que visitei a FIL e tive a oportunidade de conhecer o Lisboa Design Show. Não sendo este o meu alvo de visita naquela altura, pois desconhecia por completo a existência desta feira, o acaso foi muito feliz. Era o espaço por excelência onde jovens novos designers e criadores, instituições de ensino, marcas emergentes e startups se reuniam para apresentar o seu trabalho em várias áreas. Para além de ter ficado a conhecer o que se andava a fazer por Portugal, fiquei com aquela sensação de estar a testemunhar o início de grandes nomes no futuro.

Por isso, este ano, quando recebi o convite para a 8ª edição do Lisboa Design Show fiquei bastante entusiasmada. A oportunidade de conhecer novos projetos, novas ideias, gente com vontade de ir mais além e produzir com a etiqueta "Made in Portugal". Ou o início de grandes sonhos.

Lisboa

Infelizmente, a minha agenda não me permitiu ir a todos os eventos [fica sempre melhor do que "como tinha de ir trabalhar"...], mas ainda assim marquei presença nas Fashion Talks e nos Pitchs. E valeu a pena...

Fashion Talks (2ª edição)

Foi logo no primeiro dia do Lisboa Design Show que a conversa se fez sobre Moda. E quem pensa que o assunto se resume a novas tendências está muito enganado...

Começámos em grande com o projeto social Dress a Girl Around the World, uma ONG americana que chega a Portugal em maio de 2016, pelo grande coração de Vanessa Campos. O projeto é simples: criar vestidos para doar a meninas de países carentes, como forma de lhes oferecer um pouco mais dignidade e proteção. Adorei conhecer este projeto e, sem dúvida, não poderíamos ter começado melhor estas conversas de Moda. Visitem a página do projeto e, quem sabe, não existirão por aí mãos de ouro na costura que possam vir a ser uma ajuda preciosa...
Lisboa

Em seguida, foi a vez da Rita Completo, que saltou da Química para a Consultoria de Imagem, e nos deu algumas dicas sobre a "criação e gestão de um guarda-roupa low-cost". De facto, embora tenha sido apenas um cheirinho, há muito que se diga no que toca à combinação de trapinhos, das cores dos trapinhos, dos trapinhos com os acessórios, com os óculos, com o calçado... Enfim, fiquei com a sensação de que, por trás de um look invejável, está toda uma equação de 7º grau com noções de geometria descritiva e da física quântica! Uma frase da Rita que me ficou, com a qual me identifiquei e que, para já, vou continuar a fazer dela filosofia de vida: "Na Moda não há regras!".
Lisboa
Como todos sabemos, muher que é mulher não vive só de trapinhos. Há toda uma logística no que toca à nossa imagem. E a maquilhagem é um ponto essencial. Aliás, eu admiro quem tem a destreza, precisão e capacidade de fazer grandes transformações só com maquilhagem. Olho sempre para estas pessoas como catedráticas do mundo das artes ou talentos naturais como Picasso ou Salvador Dalí. Foi neste contexto que conhecemos a Jac Lin do blog FancyJasmine, que nos presenteou com uma amostra do seu trabalho ao vivo. Enquanto maquilhava a modelo (lindíssima ao natural, o que me pareceu um bocadinho de batota...), foi dando algumas dicas sobre produtos, materiais e técnicas. Quase fiquei convencida de que era capaz daquilo tudo, não fosse a parte do eyeliner a lembrar-me a minha habilidade em apenas conseguir desenhar olhos de panda...o que, na verdade, só dá jeito no Carnaval...
Lisboa
E porque a Moda não é um exclusivo do público feminino, chegou-nos o Renan Gomes para nos falar sobre a moda masculina. Pois é, também os homens têm de ter alguns truques na manga para estarem au point por esse mundo fora. Ou pensam que os Brad Pitts e os George Clooneys que por aí andam a lançar charme não têm a coisa bem estudada?! Ah, pois é... O Renan é autor do Estilo Renan e um dos criadores da plataforma Portuguese Bloggers e um bom contacto para quem pensa recorrer a serviços de consultoria de imagem... no masculino.
Lisboa
Para terminar em grande como se começou, a Cláudia Silva fez o fecho desta edição das Fashion Talks com um tema sensível, mas importante: "A Beleza cabe em todos os tamanhos e formas". Não é uma pergunta, mas sim uma afirmação. E foi com este mote que se falou sobre magrinhas e gordinhas, sobre tamanhos que a fast fashion produz, sobre preconceitos e sobre auto-estima. Mais uma vez, a ideia é não haver regras, embora saibamos que há uma pressão da sociedade em impor essas regras, que aniquilam as mulheres plus size [diz que fica melhor do que "gordas"]. Este é, sem dúvida, um tema que dá pano para mangas e deve ser tratado com algum cuidado, para não se cair no erro de passar a imagem negativa para o outro lado, o das "magrinhas". Com o projeto Mulher XL, a Cláudia e a Leilane Ferreira aproximam a moda plus size às mulheres que tanto a procuram, numa perspetiva de valorização pessoal que achei fantástica.

Lisboa

Gostei bastante da edição das Fashion Talks deste ano. Foram, sem dúvida, algumas horas bem passadas. Como é óbvio, não posso deixar de agradecer à Felizarda do blog Madame Moda pelo convite e pela organização.

E os Pitchs, perguntam vocês?! Uma experiência diferente, mas igualmente enriquecedora, de que vos vou falar em breve...

sábado, 21 de outubro de 2017

Pontapé na Língua #3

Viver fora da nossa terra de origem não é fácil e a adaptação ao país que nos acolhe leva tempo. Há todo um conjunto de características que fazem parte da identidade nacional e precisamos de as conhecer, compreender e, muitas vezes, adotar. A língua é, sem dúvida, um dos elementos essenciais dessa identidade. Como uma espécie de GPS que tem a capacidade de nos orientar. Daí ser um bem de primeira necessidade a adquirir por parte de quem vem de fora, especialmente para ficar.

Parabéns ao LIDL pelos seus 20 anos em terras lusas! São muitos anos de contacto com a nossa cultura e os nossos hábitos. São muitos anos de comunicação em língua portuguesa. Ou, pelo menos, assim se esperava, depois de 20 anos...
Língua
Imagem de e-mail promocional enviado hoje
O vale parece-me fantástico, mas com duas décadas em cima ainda não saberem que aquele "à" se escreve com "h" é de lamentar.

Se quem trata da comunicação do LIDL não tem a língua portuguesa como língua materna, talvez devesse aprender de forma mais profissional ou procurar ajuda em palavras e construções mais "difíceis" (existem vários livros no mercado para o efeito, para não falar dos muitos profissionais disponíveis).

Se quem trata deste tipo de comunicação é português, então o problema é bem mais grave. E certamente todos os profissionais da educação têm a responsabilidade de repensar o seu trabalho. Do ensino básico ao universitário, da Língua Portuguesa à Educação Física.

Não sei como funciona o departamento de comunicação do LIDL, mas julgo que erros destes só desconsideram o consumidor português e a sua identidade. É que, ainda por cima, é daqueles erros onde não colam as desculpas da "gralha" ou do "corretor automático"...

Como atenuante, vale o acento estar correto. Pelo menos, não há nenhuma promoção 2 em 1 no que toca a pontapés na língua!

sábado, 14 de outubro de 2017

Vamos às Compras?! #18

Quem disse que o amarelo tinha de ficar guardado no Verão?!
Nem só de castanho se faz um Outono. Que, convenhamos, está um bocadinho atrasado...



(clica nas imagens para mais detalhes)

| Mala THE CHANGING FACTOR | Blusa DUARTE | Caderno SMYTHSON |
| Botins PROF | Brincos SHE |

domingo, 8 de outubro de 2017

A Vida Acontece | #semanaemrevista 37 a 40

Acho que não há melhor forma de caracterizar as últimas semanas... Ora vejamos:

Num fim de semana, algures pelo meio de setembro, arrastei a família para um evento organizado pela academia onde trabalho. Depois disso, talvez um passeiozinho ali perto. Este era o plano.

| De Lisboa para Hollywood |

De facto, fomos dar um passeiozinho... ao Chiado, em Lisboa. Até aqui tudo bem, até porque é algo que fazemos com alguma frequência. Mas quando dei conta já estávamos no Teatro da Trindade a comprar bilhetes para a peça À Boleia para Hollywood, às 21h. Por isso, como devem calcular, o passeio foi longo e o final do dia um pequeno desastre! Isto porque, e é com muita vergonha que vou confessar isto publicamente,... [som de fundo sinistro]... adormeci no teatro! [gritos de escândalo]
E não, a culpa não foi da peça. Gostei da história e adorei a interpretação dos atores. O João Lagarto e a Sofia de Portugal são aqueles que já não surpreendem, pois estão sempre à altura deste tipo de desafios. Porém, a Cláudia Vieira nunca a tinha visto em registo "atriz de teatro" (e não! quem está para a TV não tem necessariamente de estar para o teatro ou cinema de igual forma, e vice-versa!). Gosto dela como atriz de novelas, não gosto de a ver como apresentadora e agora no teatro foi uma surpresa... bastante agradável! Neste momento, esta é a minha Cláudia Vieira preferida: a atriz de palco. Por isso, sem qualquer desprimor para a peça, acabei por adormecer algumas vezes por puro cansaço. Uma vergonha, eu sei, mas já devia saber que eventos a esta hora, quando temos 18 anos (x2) e horários de trabalho a iniciar de madrugada, são muito arriscados.

Vida
No Teatro da Trindade (um dos meus preferidos) - vale a pena!
Este fim de semana juntou-se ao feriado da República e ganhei quatro dias de descanso. Entre dormir e descansar, na agenda apenas constava um convite para almoçar em Sesimbra, um convite para uma gravação (novidades em breve...) e um evento de trabalho. De resto, tinha todo o tempo do mundo , o que não podia ter vindo em melhor altura, pois este era o fim de semana da ModaLisboa. E, pela primeira vez, os "pobres" poderiam assistir a alguns desfiles, por isso o Parque Eduardo VII era o destino previsto para estes dias. Ou, pelo menos, este era o plano.

| Nem todas as estradas dão para as passerelles |

Estava de saída para ir buscar a loira mais nova à escola, com a ideia de aproveitar o resto da tarde para um "dolce fare shopping". Recebo um anúncio sobre uma ninhada de labradores que estavam a dar. Visto que andávamos com a ideia de aumentar a família de quatro patas, decidi ligar para saber informações. Já só havia um macho preto, com 2 meses e pouco, desparasitado, vacinas em dia, livrinho do veterinário e tudo direitinho. Combinei ir vê-lo nessa mesma tarde e, assim que apanhei a miúda na escola, fiz-me à estrada. Mal sabia eu que ainda ia fazer uns quantos quilómetros até ao fim do dia...
E o que encontrei foi de partir o coração: um cachorro bebé cadavérico, sem livro, sem vacinas, no meio de um ambiente que nem para os humanos é saudável. Era o último. Não quis entrar em pormenores, nem questionar fosse o que fosse. Infelizmente, esta realidade não era nova para mim e eu sabia que o instinto era a melhor arma. Trouxe-o de imediato e fiz-me novamente à estrada. A primeira paragem foi na Elcadi para comprar uma cama e ração - a equipa da loja, como sempre, foi bastante atenciosa e deu-nos uma orientação inicial muito importante. De seguida, rumei para Vendas Novas, onde tivemos o apoio espetacular da equipa da Optivet. Foi aqui que fizemos a última descoberta: era uma menina! Foi desparasitada, vacinada e, agora sim, tem um livrinho de saúde com o seu nome: Lucky.
No sábado, o estado de saúde foi preocupante, pois não comia, não bebia e a diarreia era constante. Mais uma vez, socorri-me da Dra. Cristina, que me orientou. Ao longo do dia, o cenário foi melhorando, a fome voltou e as forças também. Agora é juntar à comida um pouco de dedicação e amor. E nisso, a Joy também tem tido um papel espetacular como irmã mais velha, sempre atenta e paciente.

Ainda não foi desta que fui à ModaLisboa, mas a família cresceu e o coração está cheio.

Vida
In Love <3
Durante a semana, alimentação regrada e, quando chegasse a casa, ténis e pés ao caminho para uma caminhada (ou corrida, se conseguisse). Este era o plano.

| Contrariada, mas ainda não desisti |

Não é que tenha fugido muito ao plano, mas nem sempre as coisas correram como estava previsto. No que toca a alimentação, não fui muito indisciplinada: à exceção dos aniversários e das oferendas que alguns (bons) formandos fizeram, e que implicaram produtos com uma elevada taxa de açúcar, até fui uma moçoila moderada.
Já no que toca a exercício não aconteceu com tanta frequência como se previa... Quando uma coisa tem de ser feita por obrigação, todas as desculpas servem para que não aconteça. A malta fit que me perdoe, mas continuo a não sentir aquela "fit vibe" de "isto-é-tão-bom-que-já-não-consigo-viver-sem-isto"! Como diria a minha irmã, isto DÓI, aborrece-me de morte e há tantas coisas interessantes que eu poderia estar a fazer naquela hora em que estou a arfar que nem a Joy à janela do carro (e sim, vegetar é uma delas). Mas enfim... visto que as células gordurosas se alapam a mim que nem ventosas, tenho de o fazer. E, embora tenha sido fraco o rendimento nas últimas semanas, tenciono continuar nesta tortura até sentir as tais "vibes" de que tanto falam. Ou até destruir as células alapadoras...
Vida
O melhor até agora
(mais andando do que a correr...como o Armando)
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